F-1: equipe a equipe, como está a preparação para a temporada 2015


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Conforme era já esperado, algumas questões que emergiram daprimeira série de testes da pré-temporada, de 1.º a 4 deste mês em Jerez de laFrontera, começaram a ser parcialmente respondidas nos quatro dias de treinosno Circuito da Catalunha, em Barcelona, encerrados domingo.


E o último ensaio, que começa nesta quinta-feira e vai até odomingo, também nos 4.655 metros da pista catalã, oferecerá um quadro aindamais claro do que esperar das primeiras etapas do campeonato programado paradar a largada dia 15 de março em Melbourne, na Austrália.


Por enquanto, certeza mesmo só existe uma: a Mercedes continuarásendo a equipe mais forte. 


Talvez ainda mais difícil de ser vencida que no fimdo ano passado. Essa pergunta Barcelona já respondeu, ratificando a impressãogeral durante os dias de experimentos em Jerez.


Oito dos nove times da F1 treinaram, no Circuito daCatalunha, com seus modelos de 2015. A exceção foi a Force India, comproblemas financeiros, a ponto de atrasar a conclusão do monoposto deste ano.Seus pilotos utilizaram o VJM07-Mercedes de 2014. Nico Hulkenberg eSergio Perez devem utilizar o novo monoposto no ensaio dos próximos dias.


Todas as equipes tiveram a oportunidade de, se desejassem,colocar nos seus carros os quatro tipos de pneus produzidos pela Pirelli paraasfalto seco, este ano, até mesmo o supermacio, não presente em Jerez. “É oasfalto mais abrasivo dentre todas as pistas que a F1 treina, não faria sentidoutilizar lá. Já o circuito de Barcelona faz parte do calendário, seu traçadotambém tem mais a ver com os demais e o asfalto é, podemos dizer, normal, nãocomo o de Jerez”, explica Paul Hembery, diretor de competições da Pirelli.Estavam disponíveis os pneus intermediários e para chuva intensa também.


O fato de nenhuma das equipes que parecem ter o melhorequipamento este ano, Mercedes, RBR ,Williams e Ferrari, teremexperimentado o pneu supermacio, apesar de serem distintos dos de 2014, é umaprova de que estão escondendo bastante o jogo. 


Apenas Lotus, STR Sauberchegarama conhecer esses pneus, mais aderentes. A Force India o usou, também, mas nomodelo do ano passado.


“Não é apenas a Williams que ainda não exigiu tudo do carronos testes, este ano, em particular, a maioria, tenho certeza, ainda não expôso que pode”, afirmou para o GloboEsporte, em Barcelona, o diretor técnico daWilliams de Felipe Massa, o inglês Pat Symonds. “A Mercedes sequer chegoua usar pneus macios.”


Parece não haver dúvida de que a decisão de Toto Wolff ePaddy Lowe, diretores da Mercedes, deixou todos preocupados. Se só com os pneusduros e médios Lewis Hamilton, campeão do mundo, e Nico Rosberg,vice, ambos da Mercedes, já foram com o modelo W06 equipado com pneus durosmais eficientes que todos os demais com pneus médios, o que não pode acontecerquando os dois deixarem os boxes com os macios e os supermacios?


Resposta: as diferenças tendem a ser maiores que asverificadas em 2014, quando o modelo W05 já era bem mais rápido que todos osadversários. Essa é uma impressão que só poderá ser respondida dia 13 de março,na primeira sessão de classificação da prova de abertura do Mundial, no CircuitoAlbert Park.


E mesmo assim há quem acredite que a Mercedes, de novo, nãovai apresentar todo o potencial do W06, como o espanhol Juan Villadelprat,ex-chefe de equipe da Tyrrell, McLaren, Ferrari, Benetton e Prost, hojecolunista do El Pais e comentarista da TV espanhola. “A Mercedes pode, sedesejar, começar o campeonato com o carro do ano passado que mesmo assimvencerá. Na Austrália vão andar com menos potência, mas ainda na frente, paraos concorrentes não saberem, com precisão, em que tempo podem chegar.”


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